23 outubro 2012

Johan Thornqvist


"Fotografia ou desenho?

Johan Thornqvist, não fica indeciso. Para o sueco, os dois meios são complementares e, por isso, mescla-os e interliga-os nos seus trabalhos, exigindo a atenção do espectador para que distinga a realidade da ficção.

Com esta filosofia, é possível existirem cidades de arranha-céus construidas em cima de bocas de incêndio. Ou vilas de pequenas cabanas montadas em cima dos ramos de uma só planta. Estradas desertas que se povam de vespas. Ou de vendedores de balões e acrobatas. Carruagens de metropolitano que ganham vida. Comboios e tapetes voadores em campos primaveris. Tudo é possível criar porque Johan não é deste mundo: ele prefere viver no espaço onde a realidade e a ficção se confundem. Aquela linha ténue que separa os dois mundos, combinando o fascínio do não-real à proximidade do não-ficcional. E as possibilidades são ilimitadas.










Divagações à parte, o trabalho deste desenhador de 25 anos é refrescante e positivo: ele cria novos mundos, partindo daquilo que já conhecemos. E, para isso, não precisa de ser muito complexo. Os desenhos primam pela simplicidade e pela ausência de cor, já que a maior parte é a preto e branco. Além de outros artistas, filmes e música, admite inspirar-se em longas caminhadas. Johan trabalha na sua própria empresa de design, mas pensa dedicar-se mais à ilustração, muito em parte devido às críticas positivas que tem recebido destes trabalhos.
Possuindo uma linguagem muito própria e desenhando sobre fotografias de paisagens ou objectos, há quem simplesmente apelide os seus desenhos de "fofinhos"."




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