21 novembro 2014

Dia de bricolage

Antes

Depois





Isto é o que dá estar tudo na palhaçada a montar móveis...

20 novembro 2014

Faça-se luz


E lá em casa será já amanhã!

Gripe


Eu disse "tenho gripe"  e a senhora da farmácia percebeu certamente "estou a morrer dê-me tudo o que houver na farmácia".

É por isto que eu detesto ir a médicos e famácias e afins...

19 novembro 2014

Também vem morar comigo



Companheiros de casa







18 novembro 2014

IKEA






Ontem passei o dia inteirinho no IKEA. Eu que adoro o IKEA já nm o podia ver. É cama para cima é sofá para baixo, é o móvel X é o candeeiro Y...

Conclusão, tenho a casa cheia de caixas porque claro... eu (acho que) vou montar os móveis todos sozinha... (o sofá é um desafio!!).

Mudanças

 



Sempre achei o meu carro feio.
Sempre achei o meu carro pequeno.
Sempre achei o meu carro lento.

Depois deste Domingo, de eu ter metido TUDO o que precisava de levar para a casa nova dentro do meu feio, pequeno e lento carro sem ter de pedir nada a ninguém aprendi que ... NUNCA MAIS ME QUEIXO DO MEU CARRO!

Estou com gripe porque...


...apanhei com o conteúdo destas nuvens todo em cima!

15 novembro 2014


A gripe e a chuva estão a atrasar a mudança... raios!

13 novembro 2014

:)


Ainda nem são 8h da manhã e já ganhei o dia!

12 novembro 2014

Hoje foi um dia muito importante.
Hoje foi um dia bom...


11 novembro 2014

Tapetes há muitos


Mas não façam confusão, este é o meu!

Os tapetes de entrada de uma casa sempre me fizeram muita confusão, detesto pura e simplesmente os que dizem WELCOME - nem toda a gente que nos bate na porta é bem vinda, nem pensar em ter um desses.

Tapetes com sapos (???) e outros bichinhos não em nada a minha cena. Flores? NOP!

No dia que passei por este e mal lhe bati os olhinhos soube que ia morar lá em casa e já lá mora... e é assim uma espécie de filtro para quem lá bater.

Tapetes há muitos, mas este era a minha cara.

Hoje é dia de ligar a...



10 novembro 2014

Vou morar sozinha...

E como tal devia pensar em mudar o nome do blog futuramente... talvez para "Vou deixar de estar tão verde".

Espero ter muito mais tempo para desenhos e moleskines agora!

Home is...


Esta podia ser a minha casa.
Não é!

Esta é mais bonita, é maior, tem jardim, tem espaço, tem tudo o que toda a gente quer.
A minha é especial... é a minha, tem-me só a mim.

Finalmente dei o passo... agora começa a vida fora da zona de conforto... em 3, 2, 1.

06 novembro 2014

Atenção: vendo coração por preço de banana

Amar é mesmo uma coisa difícil. Ama-se bichos, ama-se plantas, ama-se carros, quadros, móveis, eletrodomésticos novos. Há quem ame o tapete fofinho, o cheiro de livro novo, um perfume ou doce de abóbora. Esse tipo de amor tem pra todo lado, a gosto do freguês, de todo jeito, tamanho e preço. Mas vou te contar que amar gente está cada dia mais difícil… Ah se está!

O que mais se vê por aí são amores sem amor, como aqueles de posse, donos um do outro tipo sequestrador e vítima, amordaçada e obediente. Um manda, o outro acata. São “felizes” assim nessa relação de sequestro, mesmo com a certeza de que esse contentamento tem prazo de validade. Existe também o amor de expectativa, onde uma vez superada, voa como mariposa pairando de flor em flor. Em outra categoria estão os amores pífios e baratos. Dão feito chuchu na serra, e de tão ordinários, não chagam a valer nem 1,99. Sobrevivem por interesse, sem paixão, alguns se mantêm vivos apenas por gratidão. Tem aqueles amores de fogo, que incendeiam aldeias inteiras, na mesma rapidez que os lagos congelam no inverno da noite para o dia. Outros mornos e sonolentos, se rastejam sem saber pra onde ou porquê. Amor que dura, amor que acaba, amor que nunca foi amor.

Pessoas andam por aí oferecendo seus corações em bandeja como se fosse um petisco, pedaço de qualquer coisa. Depois de uma provinha ainda perguntam se querem mais. Mais coração? Aceita maminha? Coxa? Está satisfeito? Não senhor, muito obrigada.

Dizem eu te amo com a mesma frequência que saúdam o vizinho, o porteiro, ou a secretária. Te amo virou sinônimo de bom dia. Beijo agora é obrigação, agradecimento por um olhar vazio, alguns minutos de falsa atenção, tapinha nas costas e meia dúzia de sorrisos amarelos. Despir-se ficou tão normal que, se você não o fizer, será substituída quase que imediatamente por outra carne, o que vai te render algumas horas de terapia. E assim as pessoas vão colecionando amores, alternando corpos, transferindo sentimentos e atribuindo novas sensações antigas à outras mãos, outras bocas, outros e outras…

Existe um amor módico que anda solto por aí. Vagabundo, ele para de casa em casa, feito cachorro sem dono, morto de fome, que sabe como fazer graça para ganhar um afago. Para amores assim, uma quentinha de ontem requentada é o suficiente. Pra quê abrir as portas da sua casa e preparar um risoto quando o esfomeado só quer, na verdade, um pão com mortadela? Ele não quer entrar, não quer sentar, nem beber um drink, muito menos saber de você. Um sanduíche no banco de trás do carro é o bastante.

Aonde vamos parar com tanta banalização de sentimentos? Por onde anda escondido o excitante mistério, a senhora expectativa? Eu preciso entender esse novo mundo, essa nova ordem mundial com toda a sua pressa de dar e receber. Porque não me encaixo, não consigo e não quero. Nado contra a maré e me nego a enquadrar nesse modelo superficial de ser, de sentir, nessa ânsia de entregar tudo à todos.

Cadê o cortejo, a arte da conquista que faz a gente suspirar pelos cantos? Dançar agarradinho com direito a sussurros ao pé do ouvido… Sinto falta do toque inesperado das mãos e o desespero da indecisão de segurá-las, ou simplesmente congelar em chamas, sentindo o coração bater tão forte que o outro poderá ouvir! Me faz falta alguém que me escute com atenção. Quero respeito, exijo carinho, desejo mimos. E por mais que o outro em seu patético jeito apaixonado diga coisas sem sentido e elogios clichês, que seja bobo, vá lá, mas que seja sincero.

Tem gente que não acredita em amor verdadeiro. História pra boi dormir, dizem. Para alguns ele não existe, salvo em filmes românticos de trágico fim, ou nas poesias que choram saudades da amante. Há quem tenha visto, mas que depois de uns sopapos, duvida que seja mesmo amor de verdade. Então é mais fácil duvidar mesmo, e viver com a ideia de que tudo é passageiro, que ninguém é de ninguém, que quantidade é melhor que qualidade.

Para reconhecer o amor, esse de letras maiúsculas, e identificar no outro a possibilidade de ser a tua morada, requer muito trabalho. Trabalho mental e braçal. Demanda esforço, empenho, dedicação, e claro, a tão enigmática entrega. Porque a gente deve se doar a quem seja digno de nos receber. Como um prêmio que só é dado àquele que tira em primeiro lugar, uma forma de retribuir pelos seus méritos.

Aprender a amar é uma arte que só se desenvolve com o exercício. Primeiro a gente identifica a compatibilidade de ideias, a afinidade por crenças, gostos parecidos. Só existe empatia se houver algum tipo de semelhança. Você se interessa, se reconhece e então as expectativas começam a brotar. É assim que surge o amor… Tão devastador quanto onda em dia de ressaca. Sai levando tudo, lambendo, arrastando, puxando pra dentro das águas de fluído misterioso e energético. É isso. Assim é o amor de verdade e todas as suas profundezas; rasgadas, doloridas, sentidas com todas as gotas, poros, pelos e suores.

Guardemos o romantismo e as noites de amor com luz de velas à quem mereça entrar no nosso lar. Bilhetinhos apaixonados, olhares brilhantes e sorrisos escancarados serão entregues somente à quem faça as pernas tremerem. Músicas serão dedicadas, assim como cada centímetro do meu corpo será presenteado à quem demostrar vontade louca e desvairada de estar comigo incessantemente. Segredos íntimos, confissões e juras de amor serão destinados à quem comigo planejar o futuro e no presente comigo estiver, realmente, presente.

Andar de mãos dadas é para qualquer um. Trançar corações vai muito além do que entrelaçar dedos. Estar disponível para amar e ser amado de verdade, com pureza na alma, é uma tarefa que deve ser cumprida em dupla, porque você depende do outro e de sua disponibilidade, seu tempo, compromisso e doação.

Taí, amar é doar o que você tem de mais limpo e puro à outra pessoa. É escancarar portões, soltar os cachorros. É chuva com sol e arco íris. Quando ele chegar, respire fundo, e guarde um pouco de ar nos pulmões, porque a onda pode ser forte e te deixar sem direção. Com a certeza de que é ele, o AMOR que está ali, mergulhe fundo, dê braçadas! Se jogue! Pode ter certeza que vai valer cada minuto que você esperou pela onda perfeita!

Karen Curi

04 novembro 2014

“Onde não puderes amar não te demores”

Sai, corre logo. Afasta-te das ventanias cruéis que ameaçam revirar-te a vida e os sonhos pelo avesso. Aqueles pedaços de histórias rotas e cerzidas, atiradas no cesto de roupas de sorrir — e que já usaste tantas vezes em festas enxovalhadas. Foge das tempestades. Das estradas sem rumo. Das folhas ressequidas, espalhadas em terrenos áridos e desconexos.
 
Rejeita os lábios que não beijam mais e dos quais escorre apenas amargura, fel e impropérios. Sim. Tranca a porta, os ouvidos, a sensatez e vira as costas sem remorsos para tudo o que te causa mal e tristezas. Teus dias pinta-os com aquarelas leves e doces, mescladas a tons pastel.
As horas não devem ser transformadas inexoravelmente em cinzas, quem te disse? Embora saibamos que se trata de horas mortas, inertes em relógios de parede enferrujados pelo cansaço. Relógios, cujos ponteiros foram derretidos pelos vastos incêndios que se apossaram silentes da tua alma atônita.
 
Sai! Despede-te rapidamente das águas turvas, habitadas apenas por sinuosas enguias. Não enxergas peixes dourados, nem vermelhos? O lodo não te serve, então. Tampouco a escuridão de um dia sem sóis nem estrelas. As árvores morreram alguns tocos ainda repousam no jardim abandonado. Raízes secas gemem por água. Mas o jardineiro se foi, levando junto com as despedidas os antigos cuidados dispensados ao verde que aí vicejava.
 
Há esconderijos disponíveis para cultivar a paz. Um sentimento que parece ter escorrido pelas vielas de tempos imorredouros. Olha e te surpreende. Pois há linhas de seda para tricotar novas promessas de amores leves, já nascidos com asas. Amores azuis que flertam com a presença suprema da liberdade.
 
Se porventura entrares num bar escuro e sujo e perceberes que os frequentadores flertam somente com o álcool mantendo o rosto duro, impassível e macilento. Os olhos de pedra fosca cravados no fundo do copo, no qual mágoas flutuam sobre escassas pedras de gelo, não te aproximes. Abandona o recinto. Pois aí não há amor. Somente amarguras e nostalgias graves e empoeiradas.
Foge também de quem tiver o aperto de mão indiferente e áspero, os sorrisos ausentes no rosto exausto de mentiras, o nariz empinado de arrogâncias vãs.
 
Despreza indivíduos sem ouvidos, concentrados em lamber unicamente a própria fala. Àqueles aficionados em solilóquios, em discursos sem eco, voltados regiamente para o próprio espelho das vaidades, adornado pelo gigantismo do ego.
Alheia-te também de quem perdeu os braços de abraçar. Esqueceu-se de abrir as janelas para as visitas das alvoradas e lacrou os sentidos para os cantos felizes dos pássaros matutinos.
Os que não regam plantas. Pais que esquecem crianças trancadas no carro, enquanto se deleitam em levianas compras nos shoppings. Não entres jamais em casas onde não se escuta música, aonde o fogão chore de desusos, sem o cheiro vivo do feijão fumegando delícias.
Não te acomodes nunca em mesas sem toalhas, copos, nem talheres, antes destinados a servir convidados sempre ausentes. Ninguém aparecerá para o almoço inexistente. Pois faltam amor e acolhimentos.
 
Não te esqueças de cerrar em seguida as cortinas do coração para os que desprezam a luz, as cirandas e as crianças. Os que chutam por tédio pequeninos animais órfãos, perdidos a esmo nas ruas. Refuta com veemência as trepadas mornas e maquínicas exigidas pelo marido ou namorado, cujas ardorosas amantes tu intuis, certamente.
 
O bom sexo demanda uivos gloriosos, saudáveis e selvagens desatinos. Assim, aguarda paciente pela entrega plena e desarmada. Ela virá sem avisos prévios e te surpreenderá com danças e valsas. Recusa de imediato o namoro insípido, porque não há sal que dê jeito em afetos falidos.
Outro alerta: desanda a correr da inveja, do escárnio, do ódio fantasiado de gentilezas em oferta. Todas elas por R$9,99. Este pacote de desmazelos se acumula no enfado e no desamor de lojas vazias. A maldade ronda a vizinhança, se intromete em eclipses, passeia com os pés descalços em imensos desertos brancos.
 
Mas lá tu não irás, temos certeza, pois falta amor — teu coração já anunciou. Além disso, felizmente também contas com os afáveis sussurros da natureza, que entremeiam tuas histórias e caminhos, sempre rodeados de ideais e de esperanças.
 
Graça Taguti

Decisão validada!